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FACHADAS VENTILADAS COM ISOLAMENTO TÉRMICO
Publicado em 02 de janeiro de 2012

 

ed71-arq-forumTJDFT-lateralRevestimentos em diferentes materiais, com novas cores, texturas e formatos ampliam o mercado de fachadas ventiladas em países europeus, como a Espanha. A tecnologia trabalha com a ventilação através do efeito chaminé, melhorando o conforto ambiental no interior da edificação e colaborando com a eficiência energética.


Em algumasregiões da Europa e dos Estados Unidos, o sistema de fachadas ventiladas com isolamento térmico é considerado um dos mais eficientes para atender às solicitações de conforto termoacústico e solucionar problemas de condensação nos edifícios. No Brasil, esse conceito é ainda pouco conhecido, mas já existem algumas obras executadas utilizando principalmente a cerâmica extrudada, painéis de alumínio composto e placas fenólicas (como a fórmica TS). Basicamente o sistema promove o revestimento das paredes externas, com placas cerâmicas, de pedra, fenólicos ou outros materiais, deixando uma câmara de ar entre essa capa exterior e o isolamento térmico fixado na alvenaria. É diferente daquele em que há uma câmara de ar com ventilação natural entre duas peles de vidro, que também vem sendo muito empregado em projetos no Brasil e em outros países.


Materiais como cerâmica extrudada, pedra, fibrocimento, fenólicos, metálicos e porcelânicos são utilizados para a construção das fachadas ventiladas, mas o sistema está aberto às novas tecnologias que vão surgindo no mercado, segundo o arquiteto Fábio Izidoro Lunardelli, responsável pelos departamentos técnico e comercial da empresa espanhola Fachadas y Cubiertas Ventiladas, localizada em Terrassa, a 25 quilômetros de Barcelona. Uma das vantagens do sistema, de acordo com Lunardelli, é que permite a instalação de isolamento térmico, como a lã de vidro ou lã de rocha, pelo exterior do edifício, sem deixar contato térmico com o interior. O efeito chaminé, produzido na câmara ventilada, gera uma ventilação contínua que elimina condensações, mantendo o isolamento térmico seco e obtendo melhor resultado econômico no consumo energético.


O efeito chaminé é obtido deixando a entrada de ar na parte inferior da fachada e saída de ar na superior. As aberturas na parte inferior também servirão de escape de água caso ocorra alguma infiltração. É importante deixar a saída de ar nos parapeitos das janelas e a entrada nos remates da parte superior das esquadrias. De qualquer forma, o sistema de fachada ventilada já é projetado para que, caso exista alguma gota de água na câmara de ar, ela evapore com o efeito chaminé. Assim ele controla corretamente uma das causas de deterioração das fachadas, as infiltrações provocadas pela chuva. O espaço mínimo da câmara de ar deve ser de dois centímetros. Mas, como os montantes verticais em geral têm maior profundidade, esse problema praticamente não existe, já que o ar corre entre eles. A distância máxima normalmente não ultrapassa os 20 centímetros. Mas, segundo Lunardelli, na Espanha se adota frequentemente um espessor, de cerca de dez centímetros, o que corresponde a cinco centímetros de isolamento, quatro centímetros de perfil vertical e um centímetro de revestimento para o caso de placas fenólicas ou fibrocimento.


Lunardelli explica que a fachada ventilada reúne um conjunto de elementos construtivos: paredes devidamente vedadas contra as lajes; esquadras reguláveis de sustentação (componentes angulares metálicos que unem os montantes verticais aos paramentos verticais existentes), nas frentes de laje, e de retenção, nas paredes de alvenaria; isolamento térmico contínuo; montantes verticais (tipo ômega ou U de aço galvanizado ou T e L de alumínio), fixados mecanicamente às esquadras colocadas previamente, devidamente aprumados. Dependendo do material escolhido para o revestimento externo, este pode ser aplicado diretamente sobre os montantes verticais.


Mas alguns tipos de revestimento possuem diferentes formas de fixação. Nas placas planas de fibrocimento e nas placas fenólicas de HPL isso pode ser feito com rebites da mesma cor do material (fixação à vista), ou ainda com fixação química e com grampos pontuais aparafusados na parte posterior da placa (fixação oculta). Outros fabricantes de revestimentos desenvolveram diferentes sistemas de fixação oculta para os seus produtos, como é o caso das cerâmicas extrudadas. Existem também alguns sistemas que necessitam de montantes horizontais para completar o processo. Para cada tipo de revestimento, entretanto, deve-se considerar as possíveis dilatações térmicas que este possa sofrer e movimentos dos componentes do sistema, para determinar a maneira adequada de fixação. "São cuidados a ser rigorosamente observados no momento 
da montagem", afirma Lunardelli.

 

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