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COBERTURA DO CASTELÃO PASSA POR ENSAIOS
Pubicado em 21 de novembro de 2011.

ed70-tec-ensaiocastelao-lateralInstalado em região de ventos constantes, em Fortaleza, o Estádio Plácido Aderaldo Castelo (Castelão) passou por ensaios em túnel de vento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), que determinaram os parâmetros adequados para uma concepção estrutural segura de sua cobertura.

O projeto arquitetônico da cobertura do Estádio Plácido Aderaldo Castelo, o Castelão, teve como premissa envolver a edificação, proporcionando, ao mesmo tempo, uma nova identidade visual e a modernidade exigida pelas arenas contemporâneas. De acordo como engenheiro Flávio D’Alambert, que projetou a estrutura da cobertura do Castelão, foram criados 60 pórticos treliçados, com tubos metálicos que interagem com os pórticos de concreto já existentes. De seu interior são lançadas as vigas de cobertura, com mais de 50 metros de comprimento, protegendo 100 % das arquibancadas destinadas ao público.

“Pelo fato de o Nordeste contar com regime de ventos constantes, embora de menor intensidade quando comparados com os da região Sul, a possibilidade de haver problemas dinâmicos na estrutura da cobertura é real, pois as frequências naturais dela são muito baixas, em torno de um hertz”, destaca D’Alambert. Além disso, o entorno do estádio é composto por construções de baixa altura, com grandes espaços vazios, o que gera diferentes influências para o projeto estrutural. Por isso, foram indicados ensaios em túnel de vento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), realizados no Centro de Metrologia de Fluidos (CMF), a fim de determinar as condições reais a que essas estruturas estarão submetidas e os coeficientes de pressão, para uma concepção estrutural mais segura da cobertura.


Segundo D’Alambert, a realização do ensaio em túnel de vento para estruturas com geometria diferenciada é uma exigência da própria norma brasileira, a NBR 6.123/1988 - Forças Devidas ao Vento em Edificações. “A finalidade é aumentar a confiabilidade da análise estrutural, pois teremos como resultado a simulação exata das condições locais da ação dos ventos, agindo nos 360 graus em torno do estádio. Isso garante, ainda, melhor desempenho do conjunto”, completa o engenheiro. No caso do Castelão, os resultados obtidos mostraram que as regiões de borda sofrem acentuadas ações localizadas. Essas informações auxiliaram no reforço do sistema de ancoragem das telhas da cobertura. Nos demais itens, poucas alterações foram feitas.

 

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