|

NOVAS TÉCNICAS PARA SERIGRAFIA E CORES
Publicado em 09 de agosto de 2010
Fachadas e outros elementos arquitetônicos das edificações podem ganhar peles de vidro com imagens impressas ou com efeitos de mutação de cores. O processo de serigrafia digital e o vidro dicroico de efeito refletivo, que muda de cor no decorrer do dia, são duas tecnologias já disponíveis no mercado brasileiro.
Aplicável em qualquer tipo de vidro, a serigrafia digital feita pela Brazilglass reproduz com precisão desenhos simples ou sofisticados, fotos e qualquer tipo de textura, em até quatro cores, simultaneamente, a partir de arquivos digitalizados. Segundo a arquiteta Ivana Falvo, da Brazilglass, a empresa é a única no mercado brasileiro que possui o equipamento para a impressão digital em vidros com a aplicação de tinta cerâmica. O processo é recente: as primeiras peças foram produzidas para exposição na feira Revestir, no mês de março passado. Para sua realização é necessário, além do equipamento de impressão (uma espécie de plotter gigante), o procedimento de têmpera para incorporação da tinta cerâmica à lâmina. Pode-se executá-lo em chapas de vidro com dimensão mínima de 400 x 400 milímetros e máxima de 2.200 x 1.200 milímetros. Mas a impressão pode ser modulada, o que permite confecção de painéis de qualquer tamanho. A diferença entre a serigrafia digital e a convencional é que esta é obtida através da transferência de desenhos a partir de uma tela PET (poliéster) em uma única cor, posteriormente submetida ao processo de têmpera. A aplicação de mais cores requer, portanto, a repetição do procedimento. Na serigrafia digital, trata-se de transferir desenhos, fotos ou superfícies coloridas, imprimindo com precisão até quatro cores simultaneamente, no modelo CMYK, a partir de um arquivo digital em diversos formatos gráficos (PDF, OS, EPS, TIF, BMP e JPEG), com resolução de 300 dpi. “O resultado é agilidade na realização e excepcional qualidade na imagem”, afirma Ivana. Quanto aos custos, a redução é relativa. “Ao agilizar o processo, através da transferência digital, reduzimos o tempo de execução e eliminamos os custos com a produção de telas e, posteriormente, o transtorno de armazenamento delas para eventuais usos futuros”, ela comenta. Entretanto, é importante observar que o emprego de uma gama maior de cores, criando um projeto personalizado, com qualidade diferenciada, nem sempre resulta em um valor final mais econômico.

 
|