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CRESCE A PRODUÇÃO DE COLETORES SOLARES
Publicado em 06 de fevereiro 2012

 

Até 2015, o Brasil deverá ter 15 milhões de metros quadrados de coletores solares produzidos. Várias ações estão sendo implantadas para que essa meta seja cumprida, conforme mostraram os resultados do 1º Congresso Brasileiro de Aquecimento Solar, realizado no início de novembro, em Campinas, SP. O grupo de palestrantes convidados e os próprios participantes expressam como o setor vem se comportando nos últimos anos: há uma grande afinidade de objetivos entre o meio acadêmico, o governo e a indústria. A produção de sistemas de aquecimento solar saltou de 434 mil metros quadrados, em 2006, para 6,238 milhões de metros quadrados em 2010, segundo Marcelo Mesquita, gestor do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol), da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), responsável pela realização do congresso com o apoio da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


Ao mesmo tempo em que o sistema de aquecimento solar (SAS) vem sendo aplicado com sucesso em projetos de habitações de interesse social, a Eletrobrás investe em pesquisa de tecnologias e o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) lançou este ano a Rede Procel Solar. Tudo indica que nos próximos anos o SAS aumente sua participação no segmento de tecnologias limpas destinadas a promover a eficiência energética das edificações. A Rede Procel Solar (Rede Nacional de Cooperação em Energia Solar Térmica) é um projeto da Eletrobrás/Procel que terá, entre outras iniciativas, a criação de sete centros de capacitação no Brasil. A coordenação é da professora Elizabeth Marques Duarte Pereira, do Centro Universitário UNA, de Minas Gerais (leia a seção Entrevista nesta edição).


O congresso trouxe também a experiência de países europeus que já utilizam o sistema de aquecimento solar até mesmo como fonte para o funcionamento dos condicionadores de ar, conforme mostrou o arquiteto austríaco Christian Holter, presidente da Solid, empresa austríaca fabricante de SAS. "Estamos desenvolvendo tecnologias para fazer resfriamento através da energia solar", disse Holter. Em aeroportos na Áustria, por exemplo, 70% da energia consumida se deve ao ar condicionado. Segundo ele, muitos clientes revelam o desejo de mostrar os coletores no projeto arquitetônico, enquanto outros preferem esconder. Mas o projeto para implantação de SAS deve considerar não apenas a questão estética - mais importante que isso é a acessibilidade para manutenção e a localização adequada, sem sombreamento, para otimizar o desempenho.


Na Alemanha, os SAS têm uso amplo, até mesmo como matriz energética para os sistemas de ar condicionado. Segundo Jan Knaack, gerente de Projetos da Bundesverband Solarwirtschaft (associação alemã do setor), as residências detêm a maior fatia do mercado de instalações de coletores para aquecimento de água naquele país: 46% deles estão em casas, 23% no comércio e 31% na indústria. "Temos, na Alemanha, uma longa experiência em energia solar e o Brasil pode buscar entre nós todo o conhecimento de que necessita para ampliar o seu mercado", propôs Knaack.

 

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