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CEMIG CRIA PROJETO PARA USO DE ENERGIA SOLAR Publicado em 31 de outubro de 2011.
A prioridade é o Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, mas também estão em estudo o ginásio do Mineirinho e o futuro Centro de Treinamento Esportivo (CTE). Outra estrutura com potencial para receber painéis fotovoltaicos é o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, segundo projeto da Cemig Geração e Transmissão.
Arenas e edificações mineiras, destinadas à Copa das Confederações de 2013 e à Copa do Mundo de 2014, receberão usinas solares fotovoltaicas e serão alvo de projetos de eficiência energética. Essas medidas fazem parte do programa Minas Solar, desenvolvido pela Cemig Geração e Transmissão (subsidiária integral da holding Companhia Energética de Minas Gerais), através da Superintendência de Tecnologia e Alternativas Energéticas. Ele tem como principal objetivo aproveitar a energia elétrica gerada nas coberturas de estádios e demais instalações que servirão aos dois eventos esportivos. A princípio, a prioridade na implantação do projeto fotovoltaico será dada ao Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, em virtude dos compromissos fechados com os governos federal e do estado de Minas Gerais e com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Fifa para os preparativos da Copa. Mas também está em estudo dotar de centrais solares o ginásio do Mineirinho e o futuro Centro de Treinamento Esportivo (CTE). Outra estrutura com potencial para receber a solarização é o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins.
De acordo com a Cemig, o programa mineiro prevê a utilização parcial ou total da energia elétrica gerada nas próprias edificações através da instalação de painéis fotovoltaicos conectados à rede (SFCR), tecnologia que permite aos edifícios serem ligados à rede pública de energia. Com o sistema, é possível fazer um balanço entre a quantidade de energia gerada e seu consumo. Se houver excedente, ele é lançado na rede; do contrário, quando consumir mais do que produziu, poderá utilizar os serviços da concessionária.
Ainda não está definido se o aproveitamento de energia se dará via net metering - sistema de medição de energia que fornece um balanço líquido sobre o que entrou de eletricidade para o consumidor e o que foi produzido pela usina - ou através de outro mecanismo de compensação. “Isso vai depender das negociações e do preço final desses sistemas. Mas não haverá nenhum sistema de armazenamento, como baterias, por exemplo, o que oneraria e implicaria problemas de manutenção”, garante Alexandre Heringer Lisboa, gestor da Cemig Distribuição. Ele explica ainda que a destinação da energia gerada nas usinas é a sua conexão à rede e não ao autossuprimento, embora, no caso do Mineirão, um percentual da energia possa ser destinado, contabilmente, ao edifício. “É difícil afirmar se o sistema suprirá todas as necessidades das edificações. No caso do Mineirão, por exemplo, a dificuldade maior em fazer essa comparação é o fato de que o novo estádio terá carga completamente diferente da atual, para atender a exigências da Fifa e da CBF. Apenas a título de comparação, se mantivéssemos a atual carga do Mineirão em 2008 e a geração esperada, poderia ser suprido cerca de 70% da carga total com a usina solar. No Mineirinho, da mesma forma, comparando com 2008, a geração de energia solar seria, teoricamente, o dobro do consumo energético, já que essa arena tem um gasto muito menor”, revela Lisboa.
 
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