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ESTÁDIOS EM BUSCA DA CERTIFICAÇÃO
Publicado em 14 de novembro de 2011.

Ao criar a linha de financiamento ProCopa tendo como uma das contrapartidas a obrigatoriedade da obtenção de certificação que ateste práticas de sustentabilidade, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu um grande impulso para que o Brasil seja o país com maior número de arenas certificadas.

Até agora dez arenas já estão com registro de empreendimentos que buscam a certificação, segundo Felipe Faria, gerente de relações institucionais e governamentais do Green Building Council Brasil. Com exceção da Arena do Grêmio, de Porto Alegre, nove delas serão sedes da Copa do Mundo de 2014 (Brasília, Manaus, Fortaleza, Recife, Salvador, Cuiabá, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Natal). O Programa BNDES ProCopa Arenas tem orçamento de 4,8 bilhões de reais a serem utilizados na construção e reforma dos estádios que receberão jogos do Mundial e em investimentos relacionados à urbanização de seus entornos. Já o programa BNDES ProCopa Turismo vai destinar até 1 bilhão de reais à construção, reforma, ampliação e modernização de hotéis.

A linha de crédito é aberta a todas as certificações existentes no Brasil. Mas a escolha do Leed, do Green Building Council (GBC), vem sendo uma opção das arenas. Para Faria isso ocorre em função de diversos fatores, entre eles o trabalho de promoção que vem sendo desenvolvido pelo GBC. “Dentro desse processo a organização se dispõe a colaborar no que for possível com o BNDES no incentivo à construção sustentável, e no caso das arenas que buscam a certificação Leed, em conjunto com o Green Building Certification Institute, criaremos maior sinergia para o esclarecimento de dúvidas e outras providências que porventura possam auxiliar no entendimento do processo de certificação”, diz ele.

Faria observa que a obtenção do certificado Leed, independentemente do nível, é uma grande conquista para o movimento nacional Copa Verde. Não é necessário definir o nível de certificação pretendida no momento do registro do projeto. “Entretanto, o Estádio Nacional de Brasília vem se destacando e almeja o nível Platinum, ainda não concedido a nenhum estádio no mundo”, diz Faria. Em relação à etapa em que se encontram os pedidos de certificações de cada arena, ele afirma que somente será possível o relato quando cada uma delas passar a enviar a documentação do Design Project Review. Visando garantir o correto desenvolvimento do processo de certificação, o BNDES exige das arenas esta avaliação de projeto. Até o momento apenas o estádio de Cuiabá remeteu essa documentação, que é a primeira fase de análise no processo de certificação Leed. No Design Project Review o empreendedor envia todas as informações referentes à fase de projetos para receber feedback se esta e a estratégia da certificação estão dentro do esperado ou se há necessidade de mudanças. Faria explica que o Estádio Nacional de Brasília já recebeu a visita do GBC Brasil e do norte-americano USGBC e apresentou in loco o desenvolvimento da obra. Toda a equipe está engajada e diversas ações foram realizadas para a reciclagem de resíduos oriundos da demolição, descontaminação do solo, reciclagem no canteiro de obra, controle de sedimentação, erosão e poeira, uso de produtos com alto percentual de matéria-prima reciclada, além da apresentação de um excelente projeto de transporte alinhado com o estádio e o planejamento urbano da cidade. No caso da arena do Grêmio, apesar de não ter ocorrido o envio da documentação do Design Project Review, o estádio já conta com profissionais que estão auxiliando no processo de certificação desde a fase de projeto e agora no processo de construção. “A arena está no caminho certo”, observa Faria.

 

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