![]() CENTRO CULTURAL GANHA CERTIFICAÇÃO GOLD
Publicado em 27 de abril de 2010.
O Centro de Cultura Max Feffer, instalado na cidade de Pardinho, SP, é a primeira edificação na categoria a receber, na América Latina, a certificação Leed Gold, graças aos conceitos de eficiência energética, ventilação natural, redução do consumo de água tratada e implantação de um programa de gestão de resíduos no canteiro de obras.
Com pouco mais de 5 mil habitantes, a cidade de Pardinho, a 184 quilômetros de São Paulo, abriga o Centro de Excelência do Bambu, ligado ao Instituto Jatobás, que tem entre suas metas incentivar e expandir o conhecimento sobre o uso dessa gramínea de fácil cultivo e reprodução. Nada mais natural, portanto, que o prédio projetado cuidadosamente para receber o selo Leed ganhasse uma cobertura sinuosa estruturada em bambu. E arquitetos e consultores listaram tudo que o edifício deveria ter, sob esse fechamento, para receber aquela certificação - da eficiência energética ao reúso da água e redução no consumo de água tratada, passando pelo aproveitamento ou tratamento adequado dos resíduos gerados na obra. Assim, o Centro de Cultura Max Feffer é a primeira edificação com esse programa a conquistar, na América Latina, o Leed na categoria Gold, emitido pelo United States Green Building Council (USGBC). O centro cultural, projetado pela arquiteta Leiko Motomura, do escritório Amima, foi idealizado pelo Instituto Jatobás, que, em parceria com o Instituto EcoAnima, criou o Projeto Pardinho, com o objetivo de implantar ações de desenvolvimento socioambiental no município. O reaproveitamento de uma pequena construção - palco e conjunto de sanitários - numa praça cedida pela prefeitura foi o ponto de partida para o desenvolvimento do projeto. A nova edificação reúne sala de espetáculos com palco coberto e plateia descoberta para 510 pessoas, área para exposições, biblioteca com capacidade para 5 mil livros e Centro de Informações Turísticas. Há também área prevista para a instalação do Museu do Bambu.
Como uma grande onda, a cobertura de bambu abraça o espaço comunitário, proporcionando excelentes níveis de sombreamento. “A concepção desse elemento demonstra o potencial desse material, cultivado pelo Instituto Jatobás com o objetivo de incentivar e expandir o conhecimento sobre seu uso”, explica a arquiteta. Apesar de a região de Pardinho ser conhecida pelo clima quente, a utilização de ar condicionado foi dispensada na edificação. A cobertura de cerca de 800 metros quadrados foi construída com estrutura da espécie Guadua chacoensis com diâmetro médio de dez centímetros e telhas de fibra vegetal pintadas de branco. Para ela foi criada uma estrutura composta por pilares duplos a cada nove metros e vigas de eucalipto roliço que dão suporte à estrutura do telhado.
CENTRO CULTURAL GANHA CERTIFICAÇÃO GOLD
Publicado em 27 de abril de 2010
O Centro de Cultura Max Feffer, instalado na cidade de Pardinho, SP, é a primeira edificação na categoria a receber, na América Latina, a certificação Leed Gold, graças aos conceitos de eficiência energética, ventilação natural, redução do consumo de água tratada e implantação de um programa de gestão de resíduos no canteiro de obras. Com pouco mais de 5 mil habitantes, a cidade de Pardinho, a 184 quilômetros de São Paulo, abriga o Centro de Excelência do Bambu, ligado ao Instituto Jatobás, que tem entre suas metas incentivar e expandir o conhecimento sobre o uso dessa gramínea de fácil cultivo e reprodução. Nada mais natural, portanto, que o prédio projetado cuidadosamente para receber o selo Leed ganhasse uma cobertura sinuosa estruturada em bambu. E arquitetos e consultores listaram tudo que o edifício deveria ter, sob esse fechamento, para receber aquela certificação - da eficiência energética ao reúso da água e redução no consumo de água tratada, passando pelo aproveitamento ou tratamento adequado dos resíduos gerados na obra. Assim, o Centro de Cultura Max Feffer é a primeira edificação com esse programa a conquistar, na América Latina, o Leed na categoria Gold, emitido pelo United States Green Building Council (USGBC). O centro cultural, projetado pela arquiteta Leiko Motomura, do escritório Amima, foi idealizado pelo Instituto Jatobás, que, em parceria com o Instituto EcoAnima, criou o Projeto Pardinho, com o objetivo de implantar ações de desenvolvimento socioambiental no município. O reaproveitamento de uma pequena construção - palco e conjunto de sanitários - numa praça cedida pela prefeitura foi o ponto de partida para o desenvolvimento do projeto. A nova edificação reúne sala de espetáculos com palco coberto e plateia descoberta para 510 pessoas, área para exposições, biblioteca com capacidade para 5 mil livros e Centro de Informações Turísticas. Há também área prevista para a instalação do Museu do Bambu. Como uma grande onda, a cobertura de bambu abraça o espaço comunitário, proporcionando excelentes níveis de sombreamento. “A concepção desse elemento demonstra o potencial desse material, cultivado pelo Instituto Jatobás com o objetivo de incentivar e expandir o conhecimento sobre seu uso”, explica a arquiteta. Apesar de a região de Pardinho ser conhecida pelo clima quente, a utilização de ar condicionado foi dispensada na edificação. A cobertura de cerca de 800 metros quadrados foi construída com estrutura da espécie Guadua chacoensis com diâmetro médio de dez centímetros e telhas de fibra vegetal pintadas de branco. Para ela foi criada uma estrutura composta por pilares duplos a cada nove metros e vigas de eucalipto roliço que dão suporte à estrutura do telhado. ![]()
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