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PROTEÇÃO SOLAR NAS FACHADAS DO ECO BERRINI
Publicado em 30 de janeiro de 2012

 

ed71-arq-ecoberrini-lateralVidros transparentes e faixas de laminado branco, aliados às persianas rolô com sistema automatizado, diminuem a incidência solar no interior do edifício. Para a proteção do térreo foram instalados brises internos, enquanto recortes da fachada diferenciam o embasamento da torre e colaboram com o conforto térmico.


Desenho e tecnologia cada vez mais sofisticados transformaram as fachadas no principal elemento para garantir o bom desempenho energético das edificações. Neste momento em que cresce a demanda por edifícios que disponham de soluções para otimizar o uso de energia e de água, o Eco Berrini desponta como um dos melhores representantes dessa nova geração, pleiteando a classificação Platinum, do selo Leed, certificação do Green Building Council. Suas fachadas foram projetadas por uma equipe composta por profissionais do escritório de arquitetura, consultores, desenvolvedores dos sistemas de fachadas, instaladores e laboratórios de ensaios. "Após muitos estudos e pesquisas, com propostas do Brasil e da Europa, percebemos que o custo x benefício das soluções europeias não justificava a sua adoção. As soluções nacionais atenderam perfeitamente aos requisitos de eficiência comprovada em testes realizados em laboratórios brasileiros", lembra o arquiteto Roberto Aflalo, do escritório de arquitetura Aflalo & Gasperini, responsável pela concepção do projeto.


Para os 25 mil metros quadrados de área envidraçada foram feitos vários estudos com vidros, brises, sistemas de fachadas, prateleiras de luz internas e persianas. A configuração final adotou vidros transparentes no vão-luz e faixas de vidro laminado com polivinil butiral branco aliados à persiana rolô, no corpo do edifício, e brises internos, na área do térreo. As combinações ajudam no sombreamento e diminuem a incidência solar.


Outro fator que guiou a concepção arquitetônica e determinou o tamanho do edifício foi o espaço destinado à garagem. O Eco Berrini faz parte da segunda etapa do projeto elaborado pelo mesmo escritório na década de 1980, que compreendia duas torres (apenas uma foi construída), um prédio-garagem e uma construção de sete andares instalados no terreno na avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini que faz parte da Operação Urbana Água Espraiada. Vinte anos depois, os empreendedores resolveram retomar a ideia inicial e fazer a segunda torre. Porém, para sua concepção, os arquitetos tiveram que se guiar pelas regras do projeto de reurbanização. Uma delas determina que, para cada 35 metros quadrados de área computável, deve-se ter uma vaga de garagem. "Tivemos que fazer a conta inversa, multiplicando o número de vagas de carro por 35 para definir o tamanho do edifício", revela o arquiteto.


Até chegar ao projeto final - uma planta com núcleo central e pavimentos com áreas livres destinadas aos escritórios -, foram feitas várias perspectivas. A distribuição periférica, com fachadas levemente curvas, permite visualizar a paisagem da marginal do rio Pinheiros e da avenida. Para obter essa configuração, ter o maior número de vagas para carros e atender às premissas do empreendedor, a solução foi implodir o prédio pequeno de sete andares, construir cinco subsolos, inserir dois andares no edifício-garagem e estendê-lo até a nova torre no nível do quarto andar. Com essa equação, são 2,3 mil vagas de estacionamento e 92,4 mil metros quadrados de área construída.


O edifício tem cinco subsolos, três pisos intermediários na área do lobby, térreo, cobertura, heliponto (em processo de homologação) e 31 andares-tipo. No 32º pavimento, um grande terraço com vista panorâmica coroa o Eco Berrini com um ambiente diferenciado com áreas verdes e coberturas inclinadas seguindo o desenho do heliponto. Os mesmos recortes e reentrâncias da base se repetem na fachada da cobertura, criando uma identidade entre ambas. No térreo, um vão livre com pé-direito de 25 metros divide, apenas neste trecho, o embasamento em dois blocos, configurando uma grande passagem de acesso ao complexo para carros e pedestres. À direita da fachada principal está o volume menor, construído na área do prédio implodido, e do outro lado o lobby da torre, que abriga a recepção e o hall dos elevadores.

 

Edifício Eco Berrini | São Paulo
projeto | Aflalo & Gasperini Arquitetos
fotos | Daniel Ducci

 

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