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NOVA IDENTIDADE PARA ANTIGOS EDIFÍCIOS
Publicado em 01 de dezembro de 2011.

ed70-arq-mar-lateralUm dos destaques da operação urbana Porto Maravilha, o Museu de Arte do Rio vai ocupar o palacete D. João 6º e os edifícios integrados do Hospital da Polícia Civil e da antiga estação rodoviária Mariano Procópio, ambos localizados na praça Mauá. Dedicado a integrar arte e educação, o MAR deverá ser inaugurado em junho de 2012.

No novo conjunto que vai compor o Museu de Arte do Rio (MAR), os quatro pavimentos distribuídos nos aproximadamente 5 mil metros quadrados do palacete serão ocupados pelas salas de exposição. Já o antigo hospital abrigará a Escola do Olhar, um espaço pedagógico com auditório para cem pessoas, biblioteca e pequenos cafés no térreo e no último andar, totalizando aproximadamente 5,6 mil metros quadrados construídos, divididos em sete pisos. No térreo, sob a marquise de concreto onde funcionava a rodoviária, serão criadas áreas de apoio e serviço aos dois prédios, com cerca de mil metros quadrados. Diante do extenso programa, a equipe do escritório Bernardes + Jacobsen Arquitetura, responsável pelo projeto, tinha em mãos a tarefa de estabelecer um diálogo harmonioso entre as duas edificações de estilos arquitetônicos diferentes. O ecletismo do palacete e o modernismo do edifício vizinho deveriam ser integrados, de forma a criar uma identidade e também novos usos, porém sem perder de vista as suas principais características e ainda garantindo circulação eficiente ao conjunto.

De acordo com os arquitetos, o fluxo de visitação do museu intensificará o conceito de conexão entre os edifícios, garantindo que o frequentador percorra todo o complexo. O acesso se dará pelo térreo da Escola do Olhar e, em seguida, o visitante será conduzido à cobertura do mesmo prédio, onde haverá um café-mirante. A conexão com o andar abaixo - o quinto - poderá ser feita por meio de elevador ou de uma escada helicoidal, que conduzirá à passarela de conexão com o palacete D. João 6º, onde estarão as exposições e cujo percurso expositivo parte do terceiro pavimento para o térreo.

A grande passarela suspensa, fixada nas fachadas posteriores do palacete e do prédio vizinho, é um dos pontos altos do projeto. Para poder suportar o engaste do novo elemento arquitetônico, o palacete terá de ganhar reforços estruturais. A solução foi a criação de uma laje de concreto em balanço para apoiar a passarela, permitindo, desse modo, que a estruturação e o contratravamento aconteçam através de um conjunto de vigas e pilares a serem construídos dentro da nova parede de concreto da escada principal, formando uma estrutura única do terceiro pavimento até a fundação do palacete. A estrutura da passarela será composta por vigas e treliças metálicas e laje em concreto. Para o revestimento, optou-se pela utilização de gesso acartonado nas faces internas. O isolamento termoacústico será feito por placas cimentícias preenchidas com lã de rocha. O revestimento externo será de painéis de alumínio composto, na cor branca, enquanto o piso receberá madeira e o forro, gesso acartonado.

Museu de Arte do Rio | Rio de Janeiro
Projeto | Bernardes + Jacobsen Arquitetura

 

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