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NBR 15.737/2009

COLAGEM DE VIDROS COM SELANTE ESTRUTURAL
Publicado em 14 de julho de 2010

Importante ferramenta técnica para os setores de vidros, esquadrias e selantes, a NBR 15.737/2009 fixa os procedimentos adequados para o sistema de vidro estrutural. O documento orientará os profissionais a atingir a qualidade e a segurança necessárias, evitando patologias que vinham ocorrendo em algumas obras.

ed62-tec-nbr15737-2009-lateralApós alguns problemas de patologias, os fabricantes de selantes, esquadrias de alumínio e os consultores do setor resolveram que era hora de padronizar os procedimentos de colagem de vidro com silicone estrutural. O resultado dos estudos realizados por uma comissão técnica composta por representantes das áreas envolvidas é a norma ABNT Perfis de Alumínio e suas Ligas com Acabamento Superficial - Colagem de Vidros com Selante Estrutural, a NBR 15.737/2009, que entrou em vigor em agosto do ano passado. Segundo Fabíola Rago Beltrame, consultora técnica da Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal), “o sistema de colagem de vidros com selante estrutural tem sido amplamente utilizado, mas faltava uma norma que tratasse dos procedimentos básicos para um procedimento correto e eficiente”.

Mas é importante lembrar que a grande movimentação do setor para a elaboração dessa norma ocorreu após as quedas de vidros colados com silicone em edifícios em São Paulo, o que demandou uma longa investigação, há pouco mais de dez anos. O novo documento define os requisitos para os componentes do sistema de colagem, cálculo da junta estrutural, limpeza do perfil e do vidro antes da colagem, área de aplicação ideal, procedimento de colagem estrutural, condições de armazenamento e relatório da colagem dos quadros. “Os cuidados com a limpeza dos perfis e dos vidros não eram devidamente considerados. Muitas vezes, os ensaios de compatibilidade entre perfis, selante, vidro e primer eram realizados depois da colagem e o selante era substituído na obra, comprometendo toda a qualidade do processo”, diz Fabíola. O grupo de trabalho da norma, composto por integrantes da cadeia produtiva - fabricantes de esquadrias, fornecedores de selantes estruturais e consultores do setor -, aliou experiência nacional e internacional. A comissão de estudos teve lugar no CB-35 (Alumínio), por se tratar de colagem estrutural em perfis desse material e suas ligas com acabamento superficial. Reuniões, consulta nacional e publicação levaram pouco mais de dois anos.

O ponto fundamental é o procedimento da colagem estrutural. O texto contempla todas as etapas, com a utilização ou não de primer, incluindo a preparação adequada do local. A área de colagem precisa ter exaustão mecânica, boas condições de iluminação e temperatura ambiente, entre outros requisitos. Além disso, outro aspecto importante é a limpeza: perfis e esquadrias devem ser limpos antes da instalação do vidro. “Para os perfis de alumínio anodizado ou pintado, o tratamento pode ser diferente, dependendo do tipo de acabamento superficial e do selante utilizado. O cálculo da junta estrutural, que ajuda a dimensionar a largura e a espessura ideais, está previsto na norma”, explica a consultora. O procedimento da colagem in loco e da reposição de vidros já instalados e a explicação sobre como deve ser feita a estocagem dos painéis após a colagem também foram contemplados. Em relação aos ensaios, a NBR 15.737descreve desde os preliminares até os necessários após a instalação.


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