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A COBERTURA COMO PONTO DE PARTIDA

Publicada em 13 de abril de 2010

ed61-arq-aeroporo-vinoly-lateralCom desenho emblemático, uso de tecnologia de ponta e a participação de empresas de três países em sua obra, o Aeroporto Internacional de Carrasco, no Uruguai, tem como protagonista a cobertura, que define o projeto arquitetônico e proporciona proteção e amplo sombreamento às fachadas, ao avançar além do corpo do edifício.

O novo Aeroporto Internacional de Carrasco - General Cesario L. Berriso reflete em sua arquitetura o relevo do território uruguaio. Seus extensos panos de vidro promovem a transparência e dão amplitude aos espaços internos. A cobertura curva envolve o edifício e dá o sombreamento necessário para o bem-estar dos usuários.

O novo terminal substitui o antigo, de mesmo nome, que, inaugurado em 1947, estava arquitetônica e operacionalmente defasado, não comportando mais o crescente fluxo de passageiros e o tamanho das aeronaves. Apesar de ser um país pequeno, com cerca de 3,3 milhões de habitantes, o Uruguai recebe muitos turistas e tem ali, em Carrasco, a 18 quilômetros da capital Montevidéu, o único aeroporto com rotas internacionais.
Um projeto arrojado para a principal porta de entrada do país, que atendesse à demanda de 1,5 milhão de passageiros por ano e tivesse possibilidade de expansão foram as premissas estabelecidas pela concessionária Puerta del Sur, em parceria com o empreendedor Corporación América. A configuração do novo terminal de passageiros se define em cinco pavimentos, quatro pontes de embarque, capacidade para até 3 milhões de passageiros por ano, novo posto do corpo de bombeiros, plataforma comercial e terminal de cargas.

O escritório do arquiteto uruguaio Rafael Viñoly foi convidado para desenhar o terminal. De acordo com o arquiteto Alexander Regueiro, um dos responsáveis pela concepção, o projeto tem como destaque a cobertura, que remete à paisagem do Uruguai, com seu relevo suave, montanhas sem cortes abruptos e curvas delicadas. “Foi buscando essa sutileza que desenvolvemos uma cobertura curvilínea, que avança do corpo principal do edifício, no sentido longitudinal. A luminosidade e a transparência do prédio são pontos destacáveis. Num corte transversal é possível notar a diferença de plano no pavimento superior que possibilita a entrada de luz e amplia a visão de quem está no aeroporto”, conta Regueiro.
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